C   redit
Que o tempo não engane meus batimentos cardíacos, meu bem. E que não percamos a fé nas coisas detalhadas pelo céu que nos avisa sobre a chuva que cairá amanhã. Perceba: as estrelas estão morrendo por nunca serem observadas e o trânsito na Índia aumenta cada dia mais. Os poetas estão mendigando leituras tristes de textos tão sentimentais, mas poucos leem as entrelinhas das feridas que carregam. Assim como acontece comigo: meus pés sangrentos jamais serão culpa nos teus olhos. Não ria de mim assim, eu lhe digo, e você faz que nem é contigo. Ah, não faz estes teus olhos porque eu estou morrendo, chorando, caindo. Eu estou virando estrela, tão desapercebido e só, mesmo que estando com milhares de outras almas brilhantes mas que sofrem de solidão. Que o tempo não me ache escondido embaixo da cama de minha mãe e que a tristeza não me convença de ficar. Não ria de mim assim, eu lhe digo, não ria assim de mim que vou morrendo.
Eu viro água. (via delator)
Vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de “é esse!”. Como será sentir isso? Eu sempre sinto que “pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse…”. Não, isso tá errado. Quero sentir que “é esse”.
Tati Bernardi. (via acrescentada)
É nessas horas que eu chego a ter pena de mim. Juro. Basta um papel e uma caneta pra tudo começar outra vez. Você vem repentino, devagar e sorrateiro, até estar impregnado novamente nas minhas memórias. Não me julgo uma pessoa plenamente boa, mas sei que não mereço isso. Não é justo. Foi-se o tempo em que eu abrigava a dor na minha casa como uma convidada especial. Confesso que já sofri tudo o que tinha pra sofrer, assim como derramei todas as lágrimas que podia chorar. Toda e qualquer pequena e frágil parte do meu corpo sentiu, pelo menos uma vez, o mundo se esmagar contra a parede da solidão. Não quero tirar a sua dignidade ou menosprezar a parte da minha vida que compartilhei ao seu lado – jamais! O problema é que eu cansei de me rebaixar e matar o meu amor próprio por você. Nenhum ser humano deveria sofrer como eu sofri. E, meu Deus, como foi difícil! Aceitar é horrível, esquecer é doloroso e superar machuca mais que tudo. Pra falar a verdade, a última etapa eu nunca cumpri. Meus vizinhos acham que estou curada, meus amigos pensam que pulei de fase, mas quando a noite chega e tudo parece doer ainda mais, tomando uma proporção ainda maior, eu percebo que não superei. Queria fingir que não é nada, logo passa, as coisas voltarão a ser o que sempre foram, mas não dá. Eu não sou mais a mesma há tempos e disso não tem como fugir. O passado não condena, mas assombra. Você que, por mais que tenha morrido incontáveis vezes aqui dentro, ainda está vivo e arrancando brilhos de olhares carentes aí fora. Eu já te matei com todas as armas possíveis, de todos os métodos imagináveis, mas você cisma em reviver todas as vezes que a minha cabeça deita no travesseiro e as minhas mãos alcançam um papel em branco. E por mais que eu lute, estrofes e mais estrofes são, inevitavelmente, direcionadas ao que fomos. A verdade é dura, meio difícil de aceitar e ridícula de dizer: ainda tenho mil textos não escritos pra você.
Tati Bernardi. (via acrescentada)
Feio ou bonito, me tratou bem, eu trato melhor ainda.
Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando a pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem sequelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.
Martha Medeiros. (via capacitadora)
Eu não conseguia ouvir mais nada no mundo além de você. E, naquele momento, estava tão frio e tão silencioso… E eu te amava tanto.
O Teorema Katherine.  (via delator)
Engraçado como o conteúdo do seu tumblr muda quando se está apaixonada.
A felicidade é sutil. É uma poesia, um pedaço de manga, um gole de vinho, uma música que arrepia. A felicidade é tão simples. Um abraço em quem a gente não vê faz tempo, um carinho de um amigo, um beijo em seu amor. É andar de mãos dadas, encostar a cabeça no ombro do outro no cinema, dormir juntinho. É cheiro de café passado, susto que passa logo, lambida de cachorro no nariz e perfume de flor. A felicidade é serena. Uma ferida que sara, a calça que finalmente entra, a tão desejada voz do outro lado do telefone. Um filho que aprende a dizer mamãe, a receita que dá certo, o olhar que se encontra.
Clarissa Corrêa (via renascedor)
Fode comigo, não com a minha cabeça.
titanicos. (via poematizei)
Ela bancava a durona. Era seu jeito de lidar com o medo de perder você.
A Gifted Man.    (via gramaticas)
Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.
Caio Fernando de Abreu.  (via carencias)
Ah, ele me olha com tanto calor nos olhos! Não acho que falte muito para eu me apaixonar.
O Diário de Anne Frank
Te amo. Qualquer dia te ligo ou escrevo de novo.
Velho Bukowski. (via incalculado)
Você foi um idiota, eu sei. Mas não negarei que a maior idiota de toda a história foi eu. Por ter pensado que poderia mudar uma mania sua: de iludir. Por ter pensado que pela primeira vez, eu era a garota e não outra ilusão.
S-egregada